Não é preciso ser um grande génio do excel para perceber que esta minha paixão desportiva chamada triatlo não é barata. Entre bike, peças, manutenção, ténis de corrida, inspecção médica, suplementos e vitaminas, ortopedista e fisioterapia e viagens para as provas, incluindo uma prova internacional por ano, o orçamento anual para triatlo ainda é considerável.
Assim, comecei há algum tempo à procura de uma forma de me financiar. Esse projecto vê agora a luz do dia e chama-se Lisbon City Runners. Trata-se de um serviço de corridas guiadas pela cidade de Lisboa, dirigida a turistas.
Espero que gostem e que partilhem.
site: www.lisboncityrunners.com
facebook:
http://www.facebook.com/pages/Lisbon-City-Runners/275510612555264
Thursday, March 14, 2013
Wednesday, February 13, 2013
Race Across The Sky 2009
Ontem vi o filme "Race Across The Sky 2009". Para quem não conhece, é o filme sobre uma das mais famosas e duras provas de BTT: a Leadville Trail 1000. São mil milhas de prova disputadas sempre a mais de 10 mil pés de altitude e com subidas a ultrapassarem os 12 mil pés.
A particularidade desta prova de 2009 é que contou com a participação de Lance Armstrong que, não só venceu, como deu uma lição de bike ao vencedor das últimas 6 edições.
Se conseguíssemos ver este filme, completamente alheios à história do doping, seria uma filme fantástico e muito inspirador. Mas quando o vemos subir aquelas montanhas a um ritmo alucinante, fica sempre no ar a pergunta: o que será que ele tomou ao peque-almoço?
Mesmo assim, são cerca de 70 minutos muito bem passados.
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=MUol4meP9H4
Friday, February 8, 2013
Tuesday, February 5, 2013
12 Semanas
Lesão. Gelo. Ortopedista. Raio-x. Ressonância magnética. Fisioterapeuta. EPI. Palmilhas. Fisioterapia. Raio laser. Ultra sons. Massagem. Alongamentos. Jogging 20 minutos.
Foi assim que passei as últimas semanas da minha vida desportiva. Nada de treinos, nada de pré-temporada, nada de correr ou pedalar. Apenas natação e com muito cuidado, pois não
podia colocar o pé na parede, durante as viragens, e não podia correr o
risco de levar uma palmada no pé de outro nadador. Foram 12 semanas difíceis para quem já tem o vício do exercício físico e para quem, todos os anos, define novos objectivos.
Numa altura em que a tribo já está a competir e a trabalhar duro para atingir o primeiro pico de forma da época, eu fico de rastos com uma corridinha.
Posso dizer que a brincadeira da maratona de Nova Iorque me saiu bastante cara. Prolongar o treino durante mais cinco semanas resultou em duas fracturas de esforço, no segundo e no terceiro metatarsos.
Moral da história: o treino é importante, mas não podemos subestimar o descanso.
Agora, resta-me trabalhar para saltar do fundo do pelotão.
Friday, January 18, 2013
Substituição
Ontem assisti em directo à primeira parte da entrevista de Lance
Armstrong. É verdade que ele apenas confirmou aquilo que já todos
sabiam, mesmo aqueles que, como eu, queriam acreditar no contrário. Mas
ouvir da boca dele a confirmação de todas as acusações foi um duro golpe
para o mundo do desporto, para o ciclismo e principalmente para todos
os seus fãs.
Eram, 3h30 da manhã, quando terminou a primeira parte da entrevista. Levantei-me do sofá, retirei a minha pulseira amarela do braço, lavei os dentes e fui deitar-me.
Hoje, vou ver a segunda parte, mas o topo da minha lista de desportistas de endurance já não é ocupada por este senhor. O primeiro lugar agora é ocupado por Craig Alexander. Por favor, não me desiludas.
Eram, 3h30 da manhã, quando terminou a primeira parte da entrevista. Levantei-me do sofá, retirei a minha pulseira amarela do braço, lavei os dentes e fui deitar-me.
Hoje, vou ver a segunda parte, mas o topo da minha lista de desportistas de endurance já não é ocupada por este senhor. O primeiro lugar agora é ocupado por Craig Alexander. Por favor, não me desiludas.
Tuesday, November 27, 2012
Fim de época
Quando grande parte dos atletas já prepara a próxima época, eu dou por encerrada a minha. É verdade que por esta altura devia estar a fazer os últimos preparativos para a Maratona de Lisboa, mas há uma semana que já não corro por causa de uma tendinite nos extensores do pé esquerdo. Hoje, quando fazia uma ligeira caminhada, tive que parar para aligeirar as dores. Desta forma, correr 42km daqui a uma semana e meia está fora de questão.
Vou aproveitar esta paragem forçada para recuperar forças, tratar da lesão e começar também eu a preparação para a época 2013 que se projecta cheia de desafios e para a qual me confesso aqui, muito entusiasmado.
Vou aproveitar esta paragem forçada para recuperar forças, tratar da lesão e começar também eu a preparação para a época 2013 que se projecta cheia de desafios e para a qual me confesso aqui, muito entusiasmado.
Monday, November 12, 2012
A MAIS DURA MARATONA FOI A QUE NÃO FIZ
A minha ING NYC
Marathon 2012 começou em Dezembro de 2010. Sim, eu acredito que uma prova
destas começa no dia que tomamos a decisão de a fazer e não com o tiro de
partida. Eu decidi que queria correr a Maratona de Nova Iorque ainda em 2010, quando
me inscrevi na lotaria da prova. Diz o regulamento que após 3 anos consecutivos
sem sucesso, a organização garante uma entrada directa no quarto ano. Pois eu,
fui um dos sortudos que ganhou a entrada logo na primeira tentativa.
Claro que neste
tipo de empreitadas acontecem sempre imprevistos. Felizmente, o meu primeiro
imprevisto (desportivamente falando) foi a melhor coisa que me aconteceu na
vida. Pouco tempo depois de ter ganho o lugar tive que tomar a decisão de
cancelar a minha inscrição: o meu filho estava a caminho. O seu nascimento
estava previsto para poucos dias antes da prova e como tal, não ia correr e
deixar a mulher com o nosso filho recém-nascido nos braços. Foi então com
enorme felicidade que optei por fazer a Maratona de Lisboa nesse ano.
Quando chegou Dezembro de 2011, a organização da prova atribuiu, como de costume, a
oportunidade de garantir a entrada nesse ano aos atletas que tinham cancelado
as inscrições do ano anterior. Foi o que fiz.
E assim começava um ano inspirador. Para além da minha primeira época ao
serviço do Peniche AC (o melhor clube do mundo) havia também a perspectiva de
correr a famosa prova que termina no Central Park.
A quatro meses da
maratona, iniciei aquele, que eu considero hoje, o plano de treino mais
rigoroso a que me submeti. Com o passar das semanas comecei a sentir melhorias
significativas na minha corrida e aos poucos e poucos nasceu em mim um
sentimento confiança muito grande. O plano de treino foi desenhado para 3h08m-3:12m,
mas já acreditava que a maratona em sub-3 horas era possível. Bater as 3 horas não é nada do outro mundo
para grande parte dos atletas, mas para mim significava bater o meu melhor
tempo em 17 minutos.
Mas eis que veio
o Sandy e a partir daqui já todos sabem. O que não sabem é que na véspera de
partir para NY o meu voo foi cancelado. No dia do voo, levantei-me com um
feeling que não sei explicar e a primeira coisa que fiz foi ligar o computador
para receber a notícia que afinal havia voo, mas com algumas horas de atraso.
Fiz a mala à pressa e com adrenalina em alta. Durante o voo, tive o prazer de
conhecer e trocar umas palavras com a simpática e tímida Dulce Félix.
Quando aterrei,
recebi duas notícias: uma a dizer que o mayor de NY tinha dado uma conferência
de imprensa a dizer que a prova se ia realizar e outra a dizer que a casa que eu
tinha alugado estava sem luz e que não podia ia para lá. Meia dúzia de
telefonemas e lá arranjei um teto para dormir com uma lâmpada, ligação à Internet e água fria. Na altura, lembro-me que pensei “não me posso queixar:
estou em NY, tenho onde dormir e estou prestes a correr a Maratona”.
Era sexta à
tarde, estava eu na famosa 5º avenida quando toca o telefone. Era a minha mãe
que sem me deixar falar, dispara “Então filho, a prova foi cancelada?”. Em vez de ir para casa, fui para o pub.
Podia ter tido
cãibras, um dor de barriga, torcido um pé, levado com o homem da marreta ou
outra coisa qualquer. Agora, nem me deixarem partir é que não. Não posso negar
que a desilusão foi grande, mas hoje reconheço que foi a decisão certa. Talvez,
mal comunicada, talvez fora de tempo, mas a decisão certa e corajosa.
Para fazer o
gosto ao pé, fiz 20km no Central Park na companhia dos restantes atletas
portugueses, excepto da Dulce Félix que de imediato recebeu o treino enviado
pela sua treinadora para fazer naquele dia, já a pensar no objectivo seguinte
(e por falar nisso, ela venceu este domingo o corta-mato da Amora).
Durante essa
corrida, discutíamos o tema e ponderávamos o que fazer a seguir. A mim, não me
resta outra alternativa se não a Maratona de Lisboa, dia 09 de Dezembro. Hoje,
confesso-me desmotivado, cansado e desinspirado. A voz sábia da mina mulher diz
“porque não fazes apenas a meia-maratona?”. A minha voz teimosa responde “porque
desistir não é opção, mesmo desmotivado, cansado e desinspirado”.
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