Hoje sinto-me um atleta mais forte. Ou quero acreditar que estou mais forte. E isto não tem nada que ver com testes na pista ou treinos cronometrados. Deve-se apenas à minha mente e a tudo aquilo que eu acredito.
Recuamos cinco semanas no tempo até ao meu primeiro dia de treino para a Maratona de Nova Iorque. Cuidadosamente preparei o meu plano. Defini as sessões chave de corrida, calculei ritmos, planeei a alimentação, a suplementação alimentar e hidratação. Dediquei também algum tempo aos detalhes como o material e monitorização do peso, massa gorda, massa muscular e ritmos cardíacos. Estava tudo a postos para o ataque à maratona em 3 horas. Começaram os treinos e começou a evolução. A cada treino, sentia-me mais forte e mais confiante.
Voltamos ao dia de hoje, semana 5 da preparação. Depois do meu pequeno almoço de flocos de aveia, fruta e café passo algum tempo (diga-se desde já que é o tempo mais bem passado do dia) a brincar com o meu filho: cócegas, carrinhos, bolas, por aí fora... e quando me levantava do chão com ele ao colo, uma dor aguda no joelha levou-me toda a confiança, força, preparação, dedicação, etc..
Ainda não sei o que tenho no joelho (consulta está marcada para terça-feira) mas sei que não consigo correr nem devagar, quanto mais ao ritmo de prova planeado. Sei que os meus objectivos fogem do meu alcance a cada dia que passa sem correr, sei que estou frustrado.
Há algum tempo atrás li um artigo sobre um atleta lesionado que dizia "a única forma de tratar uma lesão é dedicar tanta dedicação e empenho à sua recuperação como se fosse um treino".
Hoje quando acordo, dedico-me arduamente a recuperar a minha lesão e é isso que me faz sentir forte. Está tudo na mente.
