Monday, December 12, 2011

Tróia-Sagres


Depois de 200 difíceis quilómetros, não podia estar mais contente. Estou contente por ter recebido o convite para fazer parte da equipa do Peniche AC para a próxima época e mais contente ainda por ter aceite.

Mesmo com a data deste treino a calhar apenas 6 dias após a Maratona de Lisboa, não hesitei em participar. Não queria perder a oportunidade de conhecer os meus novos colegas de equipa, antes das provas começarem. Claro que tinha consciência das dificuldades que ia ter pela frente. As pernas iam estar doridas da maratona, o corpo não ia estar suficientemente descansado e para além disso, há quase dois meses que praticamente não pedalava. Mas mesmo assim, lá estava eu às 8h da manhã em Tróia, pronto para me fazer à estrada.

Os primeiros 75km não deixaram dúvidas. O ritmo ia ser alto, os músculos das pernas estavam duros que nem tijolos e eu ia ter dificuldades. Mas sempre que o corpo queria ceder, a cabeça não deixava. Nem a cabeça, nem os meus novos colegas. Na primeira vez que me deixei ficar 50 metros para trás do grupo, apareceu logo um colega (Joel, acho eu, que ainda nem sei os nomes de todos) com palavras de incentivo "Força Pedro, é só este mais este topo". O Sica tentava pôr-me a par das dificuldades que estavam pela frente para me ir preparando psicologicamente e nas últimas dificuldades do dia, já no Algarve, até contei com uma mãozinha nas costas dos irmãos Neves. Como eles diziam, "partimos todos juntos, chegamos todos juntos". Resultado: forma 200km em 6h37m com média de 30km/h. O corpo ficou moído, mas a alma está revigorada.

Não tenho dúvidas que o grupo é fantástico, quer em termos desportivos quer no ambiente entre todos. E eu estou muito contente por fazer parte.

Monday, December 5, 2011

Maratona de Lisboa


Depois de muito tempo afastado destas andanças, por um bom motivo (comecei o meu maior desafio de endurance: a paternidade) voltei este fim-de-semana com a Maratona de Lisboa. Entre fraldas, consultas no pediatra e horas infinitas de pai babado, lá encontrei tempo para treinar. O objectivo era combater as dificuldades sentidas na minha estreia no ano anterior: desidratação, dores musculares e de articulações. Assim, decidi introduzir no meu plano de treinos de 12 semanas, uma sessão semanal de reforço muscular, comprei um cinto para levar o meu reabastecimento e não ficar dependente do abastecimento (não) existente da prova e visitei o meu ortopedista que me receitou uns comprimidos para lubrificar as articulações. Resultado, foi uma maratona muito bem passada onde bati o meu record pessoal em 16 minutos, terminando com 3h17m45s (tempo de chip). Para o ano há mais.

Tuesday, October 18, 2011

O esforço compensa


É com muito orgulho que vejo o Lisboa International Triathlon associar-se à causa Operação Nariz Vermelho. Quer dizer que todo o esforço, dedicação e até alguma teimosia que coloquei nesta prova conseguiu inspirar alguém. Espero agora que a organização consiga inspirar muitos e muitos atletas.

Friday, October 14, 2011

Porquê?

Todos os atletas que se colocam numa linha de partida de uma qualquer prova têm uma resposta à pergunta "porquê?". Devo dizer que é essa resposta que me atrai em provas como maratonas, ironmans e outras que como estas sejam verdadeiros desafios. Pode ser o meu lado lamechas, mas fico sempre mais inspirado com a resposta do último classificado que com a resposta do primeiro. Hoje partilho a resposta de um senhor que terminou a prova no Hawaii em 16h40. Uma grande história. É só clicar aqui.

Monday, October 10, 2011

Num só dia


Num só dia, este senhor juntou-se ao reduzido grupo de super atletas que venceram por 3 vezes o título mundial de Ironman, bateu o record da prova que já durava há 15 anos, tornou-se no mais velho atleta a vencer o título e no único a fazer a dobradinha no mesmo ano: campeão do mundo de Half Ironman e Ironman. Tudo isto num só dia, ou melhor: em 8h03m56s.

Reportagem para ler aqui.

Friday, October 7, 2011

É já Amanhã

Amanhã é dia de ligar o computador à tv e ficar no sofá a ingerir tantas calorias quantas as que os atletas vão gastar. Para não me sentir muito mal, vou fazer uma corrida longa bem cedinho!

Trata-se da final do Campeonato do Mundo de Ironman no Hawaii. Uma oportunidade única de ver os melhores triatletas de longa distância a competir, incluindo o nosso Sérgio Marques. São horas inspiradores que acendem a chama competitiva de todos aqueles que, como eu, gostam deste desporto.

A não perder: a última hora da prova, onde muitos atletas amadores lutam contra eles próprios em situações extremas de sofrimento e agonia para cruzar a meta dentro do tempo limite. Há 2 anos uma mulher que caminhava em passo lento, já de noite, disse para a câmara "It looks like death but this is living". Palavras muito sábias!

Para ver aqui.

Tuesday, October 4, 2011

Fim de Época


Dois triatlos olímpicos e uma meia maratona em 20 dias. Até consigo ouvir o meu corpo dizer "dá para parar uma semana ou duas?". Mas se o corpo já fechou para balanço, a mente continua empolgada. Foi a minha estreia a correr com "os grandes". Uma final do Campeonato Nacional tem um nível competitivo muito alto e, esta prova em Abrantes, teve ainda um percurso muito exigente. Diz quem assistiu que, nem os atletas da frente conseguiram esconder as suas caras de sofrimento. Apesar de conhecer o traçado da prova de cor e salteado por treinar frequentemente em Abrantes, isso não me deu grande vantagem. Antes pelo contrário. Comecei logo a sofrer por antecipação. Ainda assim, decidi não desperdiçar a oportunidade de estar presente nesta festa. Dos 91 atletas que estavam na start list, classifiquei-me em 50º. E este é o número a abater na próxima época.